quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dima abre oficialmente a Rio +20: "Erradicação da pobreza é fundamental para o desenvolvimento sustentável no planeta"

Jornal do Brasil, 20/06/2012
 
 
Em discurso, Dilma defende a erradicação da pobreza


Jornal do Brasil
Dilma classificou o desenvolvimento sustentável como o grande desafio de todas as nações
Dilma classificou o desenvolvimento sustentável como o grande desafio de todas as nações

No discurso em que abriu oficialmente a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Riocentro (Zona Oeste do Rio), na tarde desta quarta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff exaltou o modelo de desenvolvimento brasileiro e frisou em diversos momentos que a erradicação da pobreza é fundamental para o desenvolvimento sustentável no planeta.
Dilma alertou para a necessidade de que os chefes de Estado e governo precisam "firmar o compromisso com a vida, com as pessoas, que será concretizado com o desenvolvimento sustentável". Ela também cobrou maiores mudanças.
"Estamos reunidos no Rio de Janeiro hoje para dar passos audaciosos. Estamos aqui porque o mundo demanda mudanças. A conferência Rio92 nos deu os princípios sobre os quais temos que atuar. Os seres humanos estão no centro do desenvolvimento sustentável. Fica clara a necessidade de defendermos o princípio da erradicação da pobreza. Há uma grande necessidade de se realizar reformas de homens, mulheres e crianças que ainda vivem na pobreza e exclusão", apontou Rousseff.Dilma classificou ainda a meta do desenvolvimento sustentável - no cerne das discussões da Conferência Climática - como um grande desafio de todas as nações. "Temos a responsabilidade perante a história e perante os nossos povos. Precisamos firmar o compromisso com a vida, com as pessoas, que será concretizado com o desenvolvimento sustentável. Há uma grande necessidade de crescer, incluir e proteger", apontou. "O desafio da sustentabilidade deve ser visto como um desafio de futuro. E o tempo, senhores, é o recurso de maior escassez", disse, dirigindo-se aos demais chefes de estado e governo.
Modelo brasileiro
Dilma, em seu discurso abordou a questão do desenvolvimento econômico brasileiro que não só beneficiou a população mais carente como também trouxe melhorias ambientais. Ressaltou a diminuição do desmatamento na Amazônia e a liderança do Brasil no crescimento das áreas de proteção ambientais pelo mundo. Segundo disse, o país é o responsável pela criação de 75% destas áreas desde 2003.
"O Brasil tem procurado fazer sua parte. Com democracia, avançamos no nosso modelo de desenvolvimento sustentável. Estamos crescendo. Milhares de brasileiros deixaram a pobreza e a miséria. Criamos 18 milhões de empregos formais. Aumentamos as áreas de proteção ambiental do país. Desde 2003, 75% das áreas de proteção ambiental criadas no mundo são brasileiras. Diminuímos o desmatamento na Amazônia", enumerou a presidente. "É grande a nossa vontade de acordar", completou.
Rascunho Zero
Depois das duras críticas feitas por ambientalistas e ONGs ao rascunho final do texto de 49 páginas que será entregue ainda nesta quarta-feira (20) aos chefes de estado e governo, a presidente afirmou que ele representa a aproximação de posições diferentes e, por isso, deve ser comemorado.
"É o resultado de grande esforço de conciliação e aproximação de posições para avançarmos concretamente na direção do futuro que queremos. Representa, antes de tudo, uma decisão de não retroceder de nenhuma forma os compromissos que assumimos em 1992. "
Segundo destacou, "o texto aprovado consagra avanços importantes e eu queria aqui destacar alguns: estamos introduzindo o objetivo de erradicação da pobreza como o maior desafio global que o mundo enfrenta". Lembrou que o documento adota "o programa de 10 anos para promoção de padrões sustentáveis" e reconhece "a insuficiência do Produto Interno Bruto para medir o desenvolvimento dos países.


Ahmadinejad ataca o FMI e defende nova ordem mundial
 
Jornal do Brasil
 

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez seu discurso oficial na abertura da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável - a Rio+20 - criticando a concentração de poder em um grupo minoritário e apelando para que uma nova ordem se estabeleça no mundo em nome de um futuro mais justo.
A presença de Ahmadinejad no Rio chegou a gerar protestos na cidade por suas fortes e conservadoras posições morais e religiosas. Em seu discurso, o presidente iraniano fez várias referências à religião e à necessidade de se enfatizar padrões de moralidade. "Nos reunimos aqui para melhorar o mundo, buscar remédios para curar velhas feridas da humanidade. O ser humano é a criação máxima do Todo Poderoso. Temos que aspirar um plano de construção do mundo mais justo economicamente", disse.
Ahmadinejad criticou o que chamou de "busca incessante pelo prazer e riqueza". "Isto leva a grande grau de animosidade. Se a teoria da sobrevivência prevalecer, estaremos sempre presos à busca pelo conforto material. Não devemos buscar a hegemonia às custas de outros povos".
O presidente do Irã também atacou o que chamou de "colonialismo e escravidão" impostos pela minoria que detém o poder, citando o sionismo e as guerras da Coreia, do Vietnam e do Iraque. "Isso leva cada vez mais a níveis elevados de pobreza no mundo. Um grupo minoritário de países está sempre impondo seus padrões. Se considera superior e impõe seus slogans e aparência, impõe planos para continuar sua ganância por riqueza a despeito de povos menos poderosos".
Ahmadinejad relacionou o atraso de certos povos com o excessivo desenvolvimento de outros, atacando a injustiça imposta a estas nações. Ele citou o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial como ferramentas de dominação. "O FMI e o Banco Mundial fazem parte deste conjunto de dominação estratégica. Queremos alterar o padrão de comportamento destes órgãos. A felicidade para uns não pode ser contra a felicidade para outros. A essência da sobrevivência humana é mostrar amor e compaixão, compartilhar riquezas e recursos. Ninguém tem o direito de arruinar o ambiente que pertence a todos. Nenhum estabelecimento deveria ter permissão para negar o conhecimento a outras".
O presidente do Irã defendeu a necessidade de mudar as regras do mundo para a construção de um futuro melhor. "Precisamos agora tomar medidas para redefinir a humanidade. A ordem internacional precisa ser redesenhada. A justiça e a compaixão devem prevalecer no lugar da inveja e de egoísmo. A família deve ser reforçada".

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